Sofismo

Significado de “Sofismo”

“Sofismo” – cuja origem relaciona-se a palavra “sóphisma”, um dialeto grego – é uma expressão empregada principalmente na filosofia, com o intuito de indicar um argumento ou uma sentença que induza a conclusões errôneas ou até mesmo agressivas e descorteses.

Porém, apesar do significado literal desse termo equivaler a “elaborar raciocínios enganosos”, é comum que, no linguajar do cotidiano, as pessoas utilizem essa palavra como sinônimo de alguns adjetivos depreciativos, tais como mentiroso, trapaceiro, dissimulado, entre outros.

Sofistas
Sofistas

Além dessa palavra, existem outras que originam do grego, como andrógeno, monogamia, entre tantas outras.

Sofismo e Sofisma

As expressões “sofismo” e “sofisma” possuem as mesmas acepções, sem muitas distinções na utilização delas nos segmentos da filosofia.

Entretanto, quando esses termos são empregados como sinônimos dos adjetivos anteriormente citados, é normal que eles sejam utilizados de acordo com o gênero do substantivo, sendo “sofismo” usado junto a nomes masculinos e “sofisma” empregado junto a substantivos femininos.

"Sofismo" e "Sofisma"
“Sofismo” e “Sofisma”

Sofismo e paralogismo

Toda vez que uma sentença é classificada como sofista, subentende-se que ela foi elabora propositalmente errada, unicamente com o intuito de iludir alguém.

O paralogismo, por sua vez, representa exatamente o contrário do sofismo, já que ele é caracterizado por ser um argumento ou um raciocínio falso que provém da ignorância, e não da conspiração, de quem o criou.

Tipos de sofismo

Na filosofia, os sofismos são classificados de acordo com suas características em categorias; veja, a seguir, quais são as principais dessas classes.

“Sofismo” de paradoxo camuflado:

No sofismo paradoxal, há duas sentenças que são tidas como válidas, mas que na realidade se contradizem. Este tipo de paradoxo é classificado como camuflado quando ele não é muito perceptível; isto pode ocorrer por diversos motivos, tal como a necessidade de conhecer a preposição que dá origem às afirmações.

“Sofismo” de possibilidades:

O sofismo de possibilidades, por sua vez, é caracterizado pela generalização dos termos “provável” e “improvável”, ao considerar-se apenas a possibilidade que mais se sobressai.

Por exemplo: há um típico caso do sofismo de possibilidades na frase “aquela pessoa não conseguirá, de forma alguma, ingressar no curso almejado, já que ela não estudou o bastante”; é claro que é improvável que o indivíduo se saia bem no vestibular contando apenas com a sorte, porém, isso não deve ser descartado.

“Sofismo” de credibilidade:

Este sofismo é definido pela afirmação de que uma sentença deve classificada como verdadeira ou falsa conforme a credibilidade da sua fonte.

Um exemplo do sofismo de credibilidade seria considerar uma nova teoria científica como válida sem a necessidade de comprová-la, apenas porque ela foi elaborada por um cientista credenciado.

“Sofismo” de estatística:

O sofismo de estatística ocorre quando uma afirmação é considerada como válida apenas pelo fato de não haver provas que a falseiem.

Exemplos de “sofismo”

  • A seguir serão exemplificadas duas frases representantes do sofismo, ou seja, duas sentenças que são falsas.
  • “Já que Charles Darwin, célebre cientista, concordou com a pangênese – teoria criada por Hipócrates para explicar a hereditariedade humana –, é certo que ela é verídica.”;
  • “Os alunos que não têm dificuldades em matemática também são excelentes em outras matérias que necessitam de cálculos, tais como química e física.”.

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